Um pedacinho de Tiradentes

Tiradentes

Conhecer Minas Gerais sem degustar a culinária de Tiradentes é como não conhecer as montanhas mineiras. Ao caminhar pelas ruas de pedra, por onde passaram desbravadores e escravos, é quase impossível resistir ao delicioso aroma que o atrai para dentro de um dos 85 estabelecimentos da cidade – restaurantes, bares, alambiques e lojas de quitandas e doces. Entre os mais conhecidos, estão, Kitanda Brasil, o Leitão a Pururuca do Luiz Ney, o Theatro da Villa, Tragaluz, Pau de Angú, Viradas do Largo e Estalagem do Sabor. Todos estrelados no “Guia 4 Rodas’. Na maioria deles, o turista vai encontrar o melhor da famosa comida mineira. Feijão tropeiro, leitão à pururuca, tutu, torresmo, ovo caipira… Isso sem falar no ora-pronobis, folha trepadeira típica da região que virou acompanhamento indispensável para o frango caipira, e na cachaça. A cada garfada, provamos um pouco da história de Minas, fato que rendeu à cidade o apelido carinhoso de capital da comida mineira.

Famosa por ter parado no tempo ao manter a sua arquitetura original, Tiradentes conserva a sua cozinha tradicional, mas abre tem atraído a culinária contemporânea. Chefs, formados em escolas de gastronomia, têm buscado na cidade um porto para os seus cardápios e criações. A exemplo estão a chef Tanea Romão da Kitanda Brasil, o chef Rodolfo Mayer do restaurante Agatu, Sandro Lopes de Oliveira, Yury Feliciano e Natália Gonçalves do restaurante Archote, e João Carlos Aires Mota, de Lisboa, proprietário do restaurante Lusitania, que levou para Tiradentes um pouco da gastronomia lusa com toque mineiro.

A maioria dos estabelecimentos fica no Centro Histórico de Tiradentes, onde o turista ainda encontra pousadas, museus, duas capelinhas e algumas das doze lojinhas de artesanato da cidade. Mas delícias da cozinha mineira também podem ser encontradas nos sítios e nas fazendas que rodeiam a cidade e integram o roteiro ‘Estrada do Sabor’, iniciativa da Prefeitura Municipal de Tiradentes para promover o turismo vivencial e do qual participam 20 empreendimentos. Com a comida servida do jeito mais tradicional possível, no fogão à lenha, a experiência dá um gostinho ainda maior da vida do interior. Os doces do Chico Doceiro, principalmente o cajuzinho, também fazem muito sucesso, assim como doce de leite do Bolota, que é de dar água na boca.

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